5.8.10

1. ANJOS E DEMÔNIOS 1.3. O ladrão de essências


         Ao chegar na empresa, Bruna vem rapidamente ao seu encontro, o abraça apalpando as costas, o que deixa Makkotto um pouco confuso, eles interagem um pouco, ela pergunta se ele está bem e ele diz que sim:

                    Você viu algo de estranho ontem quando nos encontramos e você logo foi embora – pergunta ela, com um certo ar de interesse.

                    Não percebi nada de estranho, porque? - pergunta Makkotto sem apresentar muito interesse – houve algum assalto?

                    Todos que estavam próximos ao prédio viram um anjo – responde empolgada e como se buscasse ouvir algo – você não viu nada? Foi logo após a gente ter se despedido, ele caiu do prédio e voou, foi algo tão... tão surreal.

         Makkotto nega novamente, diz que pode ter sido ilusão coletiva ou algo do gênero, mas Bruna insiste:

                    Sabia que ele era praticamente igual a você? - pressiona a garota – só o cabelo que é um pouco mais longo, e ele tem asas, mas ele se parece muito com você, muito mesmo. Tem certeza de que não viu ninguém?

                    Eu fui com muita pressa para a rodoviária – argumenta o jovem – não percebi nada, me desculpe.

         Quando Bruna iria instigar mais sobre o ocorrido eis que outro jovem professor chama Makkotto que se despede rapidamente de Bruna tentando fugir dela e vai ao encontro dele.

         Makkotto cumprimenta Marcos que é professor de italiano e ambos começam a conversar, visto o entrosamento dos dois percebe-se que são grandes amigos. Marcos chama Makkotto para almoçar ao final do expediente, já que está com muita vontade de comer batatas fritas e Makkotto aceita o convite, de longe Bruna observa Makkotto como se buscasse algo nele, como se soubesse que ele é o anjo que tinha visto caindo do prédio no dia anterior.

         Mais tarde, na saída do expediente, Makkotto espera Marcos na entrada do edifício, Marcos logo chega e ao saírem um homem aparece parado na frente deles, era de estatura baixa, abaixo do normal, com uma incidência um pouco maior de pelos no corpo, cabelos longos, nariz chato e olhos grandes, ele estava os encarando como se quisesse algo, Marcos pergunta se está tudo bem e ele corre para cima dele encostando a mão em seu peito, quando começa a esconjurar palavras. O peitoral de Marcos começa a brilhar, como se uma esfera de luz estivesse saindo de seu corpo, desesperado e sem conseguir se mover ele grita, o que chama a atenção de pessoas próximas, Makkotto sem saber o que fazer parte para cima e com apenas um chute o estranho homem joga Makkotto para longe, Makkotto se levanta e ordena que ele mostre a verdadeira face, a face de um demônio. Porém diferente do que ele imaginava a pessoa não se transforma, e afinca a mão sobre o peito de Marcos. Com o barulho, um grupo de pessoas olha atentamente a cena, quando vemos Bruna no hall do prédio observando tudo.

         As folhas secas próximas de onde Makkotto estava começam a se mexer elas alçam vôo como se tivessem vida própria e começam a rodar sobre o corpo dele que explode correndo para cima do agressor, que cai de um lado e Marcos de outro, o anjo corre e abraça Marcos, ele faz surgir suas asas envolta dele, o homem corre para cima deles e Makkotto pega em seu pescoço, ele olha atentamente e pergunta:

                    Você é um humano?

         Sem responder nada o homem tenta escapar dos braços do anjo que logo percebe algo diferente.

                    Você tentou tirar a essência que meu amigo há muito tempo junta para quem sabe um dia ser um anjo e do nada você vem tentando roubar essa essência? - diz e continua – pelo que percebi, você só faz isso porque possui uma outra essência com você, então não vejo outra alternativa.

         Nisso o pequeno homem começa a gritar, Makkotto envolve suas asas entorno dele e com a mão retira uma essência que estava dentro do corpo daquele homem que caí ao chão. Desesperado, como se tivesse perdido o motivo de estar ali, ele observa sua essência nas mãos do anjo, era como se quisesse chorar, confuso, foge por entre as árvores próximas do local.

Um comentário:

  1. Ahhh to ficando na dúvida com essa bruna hein, sei não, to desconfiada, ruum

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